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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Termine esta história: O que deve acontecer com Francielle?


          Francielle, aos sete anos, teve seu primeiro contato com uma segunda língua, o inglês, por conta de uma bolsa escolar com a qual ela foi contemplada para ingresso em uma escola bilíngue. Ela estava no primeiro ano quando isso aconteceu.
  Logo nos primeiros dias, Francielle enfrentou certas dificuldades para se relacionar, pois seus colegas de classe estavam inseridos na língua inglesa desde muito novos. Alguns, desde a educação infantil na mesma escola e outros através da educação familiar, pois desde bebês já tinham contato com a língua. 
  Ela também enfrentou sérias dificuldades nas aulas que eram ministradas em inglês, pois, por conta daquele ser seu primeiro contato com o novo idioma, ela acabava sendo a única mais “atrasada”, sofrendo preconceitos na sala de aula, sendo acusada, inclusive, de atrapalhar o rendimento da turma. Por outro lado, nas aulas ministradas em português, Francielle sempre obtinha um excelente rendimento. A professora dizia que ela tinha algum problema cognitivo, fazendo relação entre a L2 e o campo de saber da neurociência da linguagem.  
  Você concorda com a professora? O que faz com que Francielle tenha um processo de aprendizagem em inglês mais lento que os demais? Em sua opinião, a neurociência da linguagem tem algum envolvimento com essa história? (Perguntas apenas para reflexão a resposta será objetiva através da escolha de um dos três finais abaixo.)



     
A professora estava, de fato, certa. Na idade de Francielle, não é comum que se enfrentem dificuldades com o aprendizado de uma segunda língua. Seus pais, aconselhados pela professora e pela coordenação da escola, a encaminharam para testes cognitivos que medissem, além do QI, capacidade de aprendizado de um novo idioma. Francielle também foi levada para testes com psicopedagogos e fonoaudiólogos. Os resultados ainda não saíram, mas certamente Francielle tem um desvio cognitivo no que tange aprender um segundo idioma.



     
A professora foi precipitada. Não há problema nenhum com Francielle, é normal que ela demore um pouco mais de tempo para aprender uma segunda língua, sobretudo se aquele é seu primeiro contato. Além disso, é preciso perceber que algumas daquelas crianças provavelmente adquiriram o inglês junto com o português, durante o período de aquisição; Francielle está tentando aprender o segundo idioma, pois seu período crítico acabou e ela não pode mais adquirir língua, somente aprender.



     
A escolha é de Francielle. O aprendizado não cabe somente a professora, mas, principalmente, a Francielle, que já passou do seu período de aquisição da linguagem e não expressa vontade de aprender o inglês, acarretando na dificuldade de sua aprendizagem. Seus pais devem conversar com ela e verificar o fator motivação para aprender L2 e repensar se não é o caso de esperar Francielle ficar mais velha para aprender um novo idioma.